reflexões
|
|
| |
BRUNO OTSUKA, SENTIREI MUITAS SAUDADES !
BRUNO OTSUKA, SENTIREI MUITAS SAUDADES !
último comentário, no último texto que escrevi, foi dele.
"eu compareci em silêncio, estava frio... fui embora sozinho" 12/03/2008 19:33
Meu fiel amigo, sempre presente, presente até na minha ausência. Difícil imaginar que jamais vou ler suas mensagens inteligentes, sarcásticas, incentivadoras, lúcidas e brilhantes. Eu o admirava, talvez bem mais do que tenha conseguido expressar. Era um amigo, crianca-adulto. Confiava nas minhas palavras, acreditava em mim. E eu tambem acreditava nele, acreditava nele, mais do que ele pudesse acreditar.
Seus poemas eram densos, intensos, doloridos, dolorosos. Lúcido na sua loucura e louco na sua lucidez.
Expressava com tamanha clareza suas noites insones que nos fazia senti-las. Queria ter ajudado mais, apoiado mais e conversado mais com ele durante sua curta existência. Porém, fica apenas meu lamento, passados mais de uma semana da sua morte, apenas agora tive coragem de voltar aqui e escrever este texto. Difícil e necessária missão. Missão maior é continuar escrevendo. Não tenho palavras, estas, sempre me faltam quando preciso delas. Poderia recorrer a ele, mas em memória, prefiro fazer silêncio. Aquele minuto que silêncio que algumas vezes pedi no fnal dos meus textos e que ele sempre comentava
Bruno Otsuka, meu amigo, poeta, escritor, 27 anos, morreu em acidente de carro na semana passada. Ia publicar seu primeiro livro, em vida. Terá sua obra reconhecida em morte. Como o grande poeta que foi.
Parem tudo, segurem a rotação da terra, o vento, e as ondas do mar. Vamos fazer uma ultima homenagem a ele, e imaginá-lo, no infinito do universo ao lado de outros tantos poetas que ele tanto citava em seus versos ..............................................................
Escrito por elenice mori às 17h26
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
|
|
| |
CULPA ?
CULPA ?
um pouco de saudades de mim mesma. E pra me resgatar, buscar referenciais, resolvi, depois de um longo tempo rever meus escritos do caleidoscópio. Busca desconfortável e aquela velha conhecida sensação de culpa. Culpa ? Porque? Pra que? Nada me obriga a escrever. Atualmente, nem mesmo meus fiéis amigos que vez ou outra deixavam comentários ou enviavam emails. Mas, revendo as promessas de me fazer presente, relendo as primeiras postagens... Que tipo de sentimento me deixa devedora de algo que não devo. Existe no dicionário? tem definição nos compêndios da posicologia? Provavelmente não. Bobagem! Mas, ainda assim, não me veio a vontade de retomar. Escrevo agora, apenas como mais um registro. Registro de um momento cheio de ansiedade e indefinições pessoais. Um periodo dificil. Pouco inspirador. Ansiedade, preocupação, e porque não, medo do que o futuro me reserva e das decisões que tomei e ainda devo tomar, certamente não combinam com a minha proposta inicial. Continuo preocupada, foi um ano dificil. O caledoscópio fez aniversário, mas eu não compareci. Ninguém compareceu.
Escrito por elenice mori às 18h59
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
|
|
| |
DESCOBERTA
DESCOBERTA - ATO 1
A conquista
30/05/98 - domingo
Hoje acordei com uma idéia diabólica!
Expulsei o censor que havia dentro de mim.
Me senti vitoriosa! Ele me incomodava.
No seu lugar coloquei um poeta.
Um poeta louco.
Um pouco artista, meio filósofo.
Filósofo, porque os filósofos me fascinam.
Estes seres matemáticos e etéreos.
Frios mas tão sensíveis...
É claro que devo fazer algumas mudanças!
Não se troca um censor por um poeta assim facilmente.
Primeiro a mobília. Esta precisa ser substituída imediatamente!
A mesa de madeira escura e a poltrona de espaldar alto, por uma mesinha de boteco, uma cadeira simples e a velha máquina de escrever...
Máquina de escrever sim, porque este poeta é daqueles românticos e sonhadores, que escrevem inspirados pelo ritmo do som das teclas.
Agora, tenho que ser paciente, esperar um pouco.
Meu poeta precisa se acostumar, conhecer seu espaço, ficar a vontade...
Aí então..
Escrito por elenice.mori às 15h01
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
|
|
| |
E por não saber, falo sobre:
E por não saber, falo sobre:
"Sem assunto"
Não ter assunto deveria ser tema de estudo porque existem tantas variáveis que interferem nisto quantas são as possibilidades de encontrar um tema de interesse comum em determinado momento. E por tema, entenda-se qualquer coisa que uma mente aberta e desprovida de receios e inseguranças possa formular e transmitir para alguém, que, com a mesma disposição devolva enriquecido de mais alguma informação. Pelo bem ou pelo mal, de forma positiva, questionadora, negativa, emocional, irônica, leve, pesada... Não importa. Assunto também é divergir. Sobre ter assunto eu poderia dissertar páginas, mas o assunto desta mensagem é o NÃO ter assunto. E não consigo falar sobre isto. Porque se isto é um assunto. A questão está colocada. Mesmo sem resposta imediata. Silêncio seria não ter assunto? Ou o silencio é uma resposta. Responder por monossílabos é não ter assunto? Ou seria mais uma demonstração de interesse, ou desinteresse? Ou não ter assunto é simplesmente não ter afinidades suficientes para se dispor a falar. Seria preguiça de ter que explicar e se fazer entender? Pode ser medo do julgamento, o risco de ferir a imagem social? Ou ao contrário, uma postura distante e superior que não permite a proximidade com os não semelhantes? Se for assim, não ter assunto não é uma questão de conteúdo, mas de atitude. E nesta divagação solitária do meio da tarde, olhando as mesas desocupadas e silenciosas ao meu redor, reflito sobre os assuntos que repousam sobre cada uma delas, alguns esquecidos, outros reformulados, revistos, mal resolvidos, pendentes, finalizados ou sem solução. E fico pensando nas infinitas possibilidades de composição, então me vejo embaralhando tudo e redistribuindo de forma aleatória. Absolutamente envolvida ns minhas insensatas idéias me vejo executando combinações abstratas e transformo assunto em pessoas. Chego, enfim a mais obvia conclusão: Não existem pessoas sem assunto, mas assuntos sem pessoas. Ah! Não bebi, não cheirei e não fumei. Sou assim mesmo.
Escrito por elenice.mori às 21h46
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
|
|
| |
Falando de Sartre
Falando de Sartre
Não sou existencialista, mas confesso que os existencialistas me fascinam. São densos, mas dóceis. Complexos porém lúcidos. Nebulosos mas iluminados. Me surpreendo sempre, a cada leitura e cada novo pensamento me remete a um universo infinito de idéias e conceitos. Me perco em reflexões.
Sou primária, quase analfabeta neste quesito cultural. Não tenho formação e nem informação suficientes e então mergulho no google, na wikipédia e no conhecimento de outros, numa busca desenfreada de textos, artigos, sinópses e histórias. Palavras chave surgem frenéticas e dezenas de janelas se abrem na tela de computador e na minha mente. Esqueço do tempo, do sono, da vida e ansiosa (sempre esta tal ansiedade) me vejo fascinada diante de... Sartre.
Sim, porque o meu objeto de busca,neste madrugada foi Sartre.
Começou numa conversa do MSN. Falávamos de tudo, quando, alguma coisa me fez lembrar o livro "Os dados estão Lançados" . Comentei livro e autor. Então falamos de outros livros e me lembrei de duas leituras que remontam um passado distante. Quase nao tenho lembrança do que li, mas emoções difusas e um sentimento intenso e indefinido me levam a acreditar que foram importantes na minha juventude.
Nossa conversa se prolonga por mais algum tempo e quando terminamos, quase sem pensar, vou em busca dos dois livros: "Náusea" e "O ser e o nada"
Em alguns minutos, nao encontro apenas comentários sobre os livros, como também, um conceito que pela primeira vez, de forma clara (pra mim) se expressa através do pensamento de Sartre. Este conceito que me permito concordar pra em seguida questionar depois concordar e questionar, inúmeras vezes. E, discordar, aceitar, entender, duvidar,reconhecer, pensar... E sentir inveja das pessoas que têm o dom de guardar e processar as informações com propriedade e sabedoria.
Entao,limitada, organizo mentalmente toda informação, interpreto e formalizo. Em seguida, assim como fiz com os fractais, com as obras de Gaudi, com os misterios da metafisica, com o eclipse e com tudo que me atrai, transformo a meu modo e trago aqui, leviana e inconsequente, porém intensa e verdadeira, compromissada apenas com a coragem de ser eu mesma, o "ser para si" de Sartre. O pleno exercício do direito de estar "condenada à liberdade" com todas as suas consequencias.
Depois eu explico.
Escrito por elenice.mori às 21h51
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
| |
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ] |
|
|
|
|