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PRAZO DE VALIDADE E OUTRAS POSSIBILIDADES
A sabedoria dos simplórios. Porque da simplicidade dos menos sábios surgem reflexões paradoxalmente mais brilhantes. Palavras e expressões adquirem o estranho poder de grudar no subconsciente e ficar martelando até aflorarem num tempo nem sempre certo, no lugar nunca exato, e na circunstância mais improvável. Um dia alguém me falou do prazo de validade na "vida dos outros". Entendi a forma literal da cabeça que o disse e não dei a devida importância no momento. Mas, a partir daí, passei mesmo a notar que tudo na vida tem seu prazo da validade. Nós temos prazo de validade... Reconhecer o fim de um relacionamento, a mudança de rumo de uma amizade muito intensa e gratificante, sentimentos que migram e esfriam, momentos de prazer que cansam e mudam de rumo, tanta coisa, quase tudo, exige uma boa dose de humildade, desprendimento, desapego (detesto esta palavra) e coragem. Encarar como perda e se prender a lembranças tentando prorrogar a validade pode ser fatal para a saúde do corpo, da mente e do coração! E a gente nunca sabe se é mesmo o prazo de validade ou outro sintoma qualquer. Não é como um produto com carimbo no rótulo. Porém como todo produto vencido, insistir no consumo após o prazo de validade envolve riscos e consequências que podem ser desastrosas. Desde um simples desarranjo intestinal até uma crise mais aguda que pode deixar sequelas irreversíveis. Faz dias que isto não me sai da cabeça, não me sai da garganta. Fico pensando se o prazo de validade é bilateral. Se é consciente, se é explicável se faz sentido. Se sou eu, se exige uma ação ou se o desligamento é automático, espontâneo e indolor. Fico me perguntando, e na dúvida empurro cansada noite adentro, esperando o próximo parágrafo, outro assunto, outro acontecimento, outro canal e... adormeço.
Escrito por elenice mori às 20h58
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Achou?
Bom dia! Ou será boa tarde. Boa noite talvez. Como joão e Maria deixei migalhas pelo caminho. E como esperta que não sou, fico na expectativa de que as migalhas sejam encontradas pelos pardais famintos antes que eu mesma encontre o caminho de volta ou entao que me siga quem eu não quero ou espero. Mas, no fundo minhas expectativas se resumem à curiosidade de saber até onde vai a curiosidade do ser humano. Ou melhor, será que saberei se as migalhas foram encontradas a tempo? Adoro suspense e aguardo pelos proximos capitulos.
Escrito por elenice mori às 12h20
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musicas, videos e outras palavras
ultimamente ando falando em versos. Explico: Sem motivo algum, resgato dos fundos dos meus arquivos do midia player e itunes, musicas de diferentes estilos, epocas e ritmos e me ponho, freneticamente a querer organizar tudo. Nestas idas e vindas, acabei acumulado perto de 1500 musicas, agrupadas desordenadamente de acordo com a epoca em que foi salva ali. Ou seja, a cada fase, uma ordem e como o tempo passa e a gente tambem, me vejo hoje, ansiosa (sempre ansiosa) a ouvir, catalogar e reordenar mais uma vez este emaranhado de acordes e letras. Então, ando falando em versos. Falando em versos e sozinha! Mas, nao me importo, eventualmente carrego a caixa de mensagens de alguns amigos com algumas musiquinhas em mp3, e comento, é claro, porque estao ali e porque me lembrei deles. Uns até respondem, mas no geral, como disse, minha musica nao tem eco. Pensei, se é pra falar sozinha, que seja pra muitos. Se é que entende quem por acaso passar por aqui. Por enquanto é só. E ainda vou descobrir como publicar musicas aqui. E entao, satisfeita ilustrarei meus posts.
Escrito por elenice mori às 18h59
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Perdida no tempo
Perdida no tempo
De tempos em tempos me vejo resgatando fragmentos da minha história e editando-os para o futuro. São estimulos que partem de não sei onde e me remetem sem direção para lugares da memória que nem mesmo sabia existirem. Se confundem com o passado recente, e me pedem explicação lógica e coerente. Musicas, palavras, pessoas, nomes, momentos vividos, bem ou mal se embolam num emaranhado ilógico e mais uma vez a metafora do caleidoscópio se aplica ao acaso, neste caso, e transforma meu presente. E aqui me encontro, à merce de mim mesma sem entender porque sempre preciso encontrar uma resposta, um motivo, um nome ou uma explicação pra tudo.
Categoria: reflexões
Escrito por elenice mori às 15h51
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Nada de mais.
Passando por aqui, sem saber exatamente porque ou pra que. Talvez o torpor do final de uma tarde fria e silenciosa. Uma certa melancolia, ou quem sabe, a necessidade de resgatar momentos, sejam quais forem. Ouço musicas também. Nada especial, nada novo e nem tão velho assim. Musicas nos remetem no tempo, estimulam a imaginação e transportam para outros mundos. Afasto a culpa quanto a algo que poderia ou deveria estar fazendo, mergulho nas palavras escritas, e no som da musica que agora me transmite uma gostosa sensação, porém, nao consigo resgatar nas gavetas da memória a origem deste sentimento. Desisto, não quero saber. Apenas fecho os olhos e me deixo envolver por alguns instantes.
Escrito por elenice mori às 19h33
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