Perdida no tempo

De tempos em tempos me vejo resgatando fragmentos da minha história e editando-os para o futuro. São estimulos que partem de não sei onde e me remetem sem direção para lugares da memória que nem mesmo sabia existirem. Se confundem com o passado recente, e me pedem explicação lógica e coerente.

Musicas, palavras, pessoas, nomes, momentos vividos, bem ou mal se embolam num emaranhado ilógico e mais uma vez a metafora do caleidoscópio se aplica ao acaso, neste caso, e transforma meu presente.

E aqui me encontro, à merce de mim mesma sem entender porque sempre preciso encontrar uma resposta, um motivo, um nome ou uma explicação pra tudo.